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Centros alentejanos entre o melhor que a Ciência tem para mostrar

Estremoz e Grândola são os dois concelhos alentejanos que integram a rota dos chamados Circuitos de Ciência Viva. Grândola participa com a sua histórica mina do Lousal, repleta de histórias de mineiros e experiências às mãos de cientistas, enquanto Estremoz abre portas da sua máquina do tempo traduzida no centro de ciência, a “bordo” de um conceito de estilo gótico-manuelino do final do século XV.

09 Março 2017 | Fonte: Redacção

Grândola e Estremoz integram este projeto que envolve um total de 20 centros de ciência no país, tratando-se de um programa turístico à volta do conhecimento, criado pela Ciência Viva, que assenta no lançamento de um cartão, um guia e uma aplicação para telemóvel, onde através do pagamento anual de 50 euros é possível visitar os 20 centros, sem limite, além de se poder ainda usufruir de descontos para outros circuitos parceiros deste projeto, bem como de vantagens em restaurantes e hotéis.

Rosalia Vargas, residente da Rede Nacional de Centros Ciência Viva, explica ao “Diário do Sul” que o cartão funciona como um voucher neste roteiro com 18 circuitos, 54 percursos e mais de 200 etapas. “É um projeto inovador e estamos a falar de centros de ciência bem integrados nas respetivas comunidades locais”, sublinha, considerando estar a ser dado “um passo relevante na valorização da tradição do património de forma coordenada pelo país”.

No caso do Lousal, que já foi um dinâmico centro mineiro, que até teve hospital e equipa de futebol, como recordou José Pacheco, trabalhador na mina até 1987 - o complexo fechou um ano depois - também se exibem experiências sensoriais, como se a mina estivesse a laborar. Pode descer-se até lá baixo, colocar o capacete e entrar pelo túnel adentro, onde durante décadas se extraiu pirite. O primeiro paiol guardava pólvora e no segundo explicam-se os passos de onde era retirado o enxofre, a partir do qual era produzido ácido sulfúrico, que era usado pela Sapec para produzir os adubos superfosfatos.

Já em Estremoz o Centro de Ciência Viva ocupa o antigo convento de São João da Penitência - mais conhecido por Convento das Maltezas - por ter ali acolhido freiras da Ordem de Malta. Seria hospital a partir do século XIX, após ter passado para a Misericórdia, mantendo a unidade de saúde até 1993. Ainda se encontram testemunhos desta antiga utilização escritos à mão nas paredes.

Anualmente o centro organiza um jantar monástico, no qual todos se vestem e comem à moda do século XVI, havendo sempre um cientista convidado que fala sobre a novidades científicas da época. Entre as atrações, há para ver uma réplica de esqueleto do um T-rex ou as exposições “Terra, um planeta dinâmico” e “Rovin dos mares”.

A plataforma digital será sujeita a permanente atualização, estando disponível em iOS e Android com sistemas interativos dos percursos e proporcionando partilha de experiências, qual rede social. Maria Fernanda Rollo, secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, sublinhou que esta aplicação abre um mercado para “chamar turismo” e consegue ir ao encontro dos desafios colocados à Ciência Viva. “Está a pôr em diálogo os centros nacionais de uma forma diferente”, resumiu.

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